PEDÓFILO E SADOMASOQUISTA É IDOLATRADO POR DEMENTES NAS UNIVERSIDADES

O ECLIPSE DA RAZÃO

SADOMASOQUISTA E PEDÓFILO,
MICHEL FOUCAULT É CULTUADO NAS HOSPÍCIUNIVERSIDADES BRASILEIRAS

DEFENSOR DA PEDOFILIA

“Muitos intelectuais franceses – incluindo Foucault, Danet e Hocquenghem – tinham assinado uma petição endereçada ao Parlamento em 1977 defendendo a
descriminalização de todas as relações consentidas entre adultos e menores de quinze anos (a idade de consentimento na França), sem limite de idade, ou seja, a eliminação da presunção legal de violência nas relações sexuais abaixo daquela idade. A petição foi assinada por diversos intelectuais e pensadores, incluindo nomes famosos como os dos filósofos Michel Foucault, Jacques Derrida e Louis Althusser.”
“Foucault admitia abertamente e com naturalidade a idéia de uma pedofilia não abusiva, isto é, com crianças que consentem.”
SADOMASOQUISTA, MILITANTE GAY E
DEFENSOR DO SEXO COMO ASSASSINATO
"O sexo vale a morte"
(Foucault, História da Sexualidade)

“Durante suas visitas aos Estados Unidos no final dos anos setenta, Foucault ficou fascinado pelo panorama homossexual de San Francisco com suas termas, bares gay, correntes, chicotes e rituais sadomasoquistas. O sadomasoquismo em especial representava o que Foucault chamou de “experiência-limite”, uma situação limite existencialista na qual as forças vitalistas do ego poderiam livrar-se da “falsificação” do prazer através do sexo eminentemente genital. Foucault veio a acreditar no que Artaud discutira nos anos quarenta, que “o corpo humano é uma bateria elétrica cuja descargas foram castradas e reprimidas” por tabus civilizados. Isso incluía o toma-lá-dá-cá da dor como um ritual sexual no qual, disse outro celebrador da cena de sadomasoquismo gay, “a experiência de extremo sofrimento nos indica a fronteira do comportamento humano.” Até mesmo a castração ritual erótica pode servir como transgressão nesse sentido, uma descentralização do objeto que livra o indivíduo das convencionais visões do sexo eminentemente genital. Sob o chicote ou as pulseiras de ferro o corpo inteiro se torna um campo energizado para um “jogo da verdade” nietzschiano. Para Foucault, todas as relações, até mesmo aquelas como o próprio corpo, integram essa mesma luta pelo poder; não há um ponto de vista externo nem um constrangimento moral válido na libido dominandi à medida que ela se estende ao poder e à “eterna não-satisfação”. Ao constatar que havia contraído AIDS como conseqüência de sua busca de perversão sexual, Foucault também deduziu que essa era apenas uma outra experiência-limite: o sexo como uma forma de morte, assim como também o poder de conceder a morte a outros através do sexo. Durante pelo menos dois anos após ter contraído AIDS (de 1982 a 1984), Michel Foucault continuou freqüentando os vários locais de orgia gay, transmitindo intencionalmente a doença para seus parceiros anônimos. “Estamos inventando prazeres novos além do sexo”, falou Foucault a um entrevistador – nesse caso em particular,o sexo como assassinato.” (HERMAN, Arthur. A idéia de decadência na história ocidental. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999. p. 370-371)
NIHILISTA: NIETZSCHEANO

“No niilismo de Foucault deve ser eliminado cada vestígio de nós mesmos moldado pelos outros: nossas identidades políticas, culturais e sexuais, nossas idéias de certo e errado, sanidade e loucura, até mesmo o que é verdadeiro e falso, tudo desaparece” (HERMAN, Arthur. A idéia de decadência na história ocidental. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999. p.371)

MISÓLOGO, INIMIGO DA RAZÃO

“Até mesmo a noção de verdade era um artifício de poder. ‘Estamos sujeitos à produção da verdade através do poder e não podemos exercer o poder exceto através da produção da verdade.’ ” (57) (HERMAN, Arthur. A idéia de decadência na história ocidental. Rio de Janeiro: Editora Record, 1999. p. 369; (57) Foucault, Power/Knowledge, p.93-94; Foucault, History of sexuality (Nova York, 1978), p. 93)

"Foucault não propunha nada menos que a total renúncia às noções de razão e desrazão, de verdade e falsidade" (Idem, p. 364)

FOUCAULT E MARQUÊS DE SADE

Os "sangrentos delírios pornográficos do marquês de Sade, vieram a exercer contínua atração hipnótica sobre a imaginação francesa até Jean-Paul Sartre e Georges Bataille (v., deste último, L’Érotisme: “Do erotismo pode-se dizer que é semelhante à morte”). O mergulho final do intelectual francês no submundo do marquês de Sade tomou forma, não literária, mas biográfica, em Michel Foucault , escravo das drogas e devotamente empenhado em “transcender o sexo” mediante o sofrimento físico em rituais de flagelação masoquista, com algemas, chicotinho, cuecão de couro e tudo o mais (não sei se é para rir ou para chorar, mas leia a história completa em Roger Kimball , “The perversions of Michel Foucault”, na revista The New Criterion,
http://www.newcriterion.com/archive/11/mar93/foucault.htm"
(CARVALHO, Olavo de. O Ocidente islamizado. Diário do Comércio, 05 de março de 2007.

ADJETIVO CATÓLICO COMO SINÔNIMO DE VERDADEIRO

(Clique para alargar)
CLEMENTE DE ALEXANDRIA, STROMATA VI-VIII
TODA VERDADE É SEMPRE CATÓLICA
Era habitual nos autores cristãos do século II usarem o adjetivo católico em dois sentidos: no sentido de "universal" (como já sabemos) e também como "contrário ao falso", isto é, no sentido de "verdadeiro". Portanto, a Igreja católica, além de ter a universalidade como nota essencial, também tem a verdade como característica intrínseca. Coluna e sustentáculo da verdade.

CRUZADAS SEM PALPITES


AS CRUZADAS E ALGUNS MITOS QUE A CERCAM


Quem puder leia: "CRUZADAS. La verdadera historia. 1ed. Buenos Aires: Lumen, 2005" de Thomas Madden. Professor de história medieval e catedrático do departamento de História da Universidade de Saint Louis, Missouri (EUA). Especialista mundialmente reconhecido sobre o tema das cruzadas.

"Para la gente moderna resulta muy fácil desestimar las cruzadas como algo moralmente repugnante y cinicamente malvado. Tales juicios, sin embargo, nos dicen más sobre el observador que sobre el observado. Se basan en valores especificamente modernos."(MADDEN, Thomas. Cruzadas. La verdadera historia. Buenos Aires: Lumen, 2005. p.267)


UMA ENTREVISTA DO AUTOR

Novas descobertas sobre as Cruzadas
Entrevista com Thomas Madden, historiador americano


Os cruzados não eram ávidos depredadores ou colonizadores medievais como afirmam alguns livros de história, diz um especialista ao concluir um estudo com novas revelações. Thomas Madden, professor associado da Faculdade de História da Universidade de San Luis (Estados Unidos) e autor de «A Concise History of the Crusades» («Breve História das Cruzadas»), sustenta que os cruzados representavam uma força defensiva que não aproveitava as próprias empresas para ganhar com isso riquezas terrenas ou territórios. Madden traçou os mitos mais difundidos sobre os cruzados e os novos descobrimentos históricos que os privam de fundamento.

Quais são os erros historiográficos mais comuns sobre as Cruzadas e sobre os cruzados?

Madden: — Alguns dos mitos mais comuns e as razões de sua falta de fundamento são os seguintes:


Mito número 1:

As cruzadas eram guerras de agressões provocadas contra um mundo muçulmano pacífico. Esta afirmação é completamente errônea. Desde os tempos de Maomé os muçulmanos haviam tentado conquistar o mundo cristão. E inclusive haviam obtido êxitos notáveis. Após vários séculos de contínuas conquistas, os exércitos muçulmanos dominavam todo o norte da África, o Oriente Médio, a Ásia Menor e grande parte da Espanha. Em outras palavras, ao final do século XI, as forças islâmicas haviam conquistado dois terços do mundo cristão. Palestina, a terra de Jesus Cristo; Egito, onde nasce o cristianismo monástico; Ásia Menor, onde São Paulo havia plantado as sementes das primeiras comunidades cristãs. Estes lugares não estavam na periferia da cristandade, mas eram seu verdadeiro centro. E os impérios muçulmanos não acabavam ali. Seguiram expandindo-se para o Ocidente, para Constantinopla e mais além chegando até os confins da Europa. As agressões provinham, portanto, da parte muçulmana. Chegados a um certo ponto, a parte que ficava do mundo cristão não tinha mais remédio além de se defender, se não quisesse sucumbir à conquista islâmica.

Mito número 2:

Os cruzados levavam crucifixos, mas a única coisa que lhes interessava era conquistar riquezas e terras. Suas intenções piedosas eram só uma cobertura sob a que se escondia uma avidez voraz. Há tempos, os historiadores afirmavam que na Europa se havia produzido um aumento demográfico que levou a um número excessivo de nobres secundários, adestrados nas artes da guerra de cavalaria, mas privados da herança de terras feudais. As cruzadas, portanto, eram vistas como uma válvula de escape que impulsionava estes homens guerreiros a sair da Europa para terras por conquistar a expensas de outros. A historiografia moderna, com a ajuda da chegada das bases de dados computadorizadas, destruiu este mito. Hoje sabemos que foram mais os primogênitos da Europa os que responderam ao chamado do Papa em 1095 e à conseguinte Cruzada. Ir a uma cruzada era uma operação muito custosa. Os senhores se viam obrigados a vender ou hipotecar as próprias casas para conseguir fundos necessários. Muitos deles, também, não tinham interesse em constituir um reino de ultramar. Mais ou menos como os soldados de hoje, os cruzados medievais se sentiam orgulhosos de cumprir com seu dever, mas ao mesmo tempo desejavam voltar para casa.

Após os êxitos espetaculares da primeira cruzada, com a conquista de Jerusalém e de grande parte da Palestina, praticamente todos os cruzados voltaram para casa. Só uma mínima parte ficou para consolidar e governar os novos territórios. Desta forma o ganho era escasso. Ainda que os cruzados tivessem sonhado com grandes riquezas nas opulentas cidades orientais, praticamente quase nenhum conseguiu nem sequer recuperar os gastos. Contudo, o dinheiro e a terra não eram o motivo para se lançar à aventura de uma cruzada, iam para expiar os pecados e ganhar a salvação mediante as boas obras em uma terra distante. Enfrentavam gastos e fatigas porque acreditavam que, indo socorrer suas irmãs e seus irmãos cristãos no Oriente, haveriam acumulado riquezas onde nem a ferrugem nem a traça corroem. Eram bem conscientes da exortação de Cristo, segundo a qual quem não toma sua cruz não é digno dEle. Recordavam também que «ninguém tem um amor maior do que aquele que dá a vida pelos amigos».

Mito número 3:

Quando os cruzados conquistaram Jerusalém, em 1099, massacraram todos os homens, mulheres e crianças da cidade, até inundar as ruas e sangue. Esta é uma das histórias preferidas por quem quer demonstrar a natureza malvada das Cruzadas. Certamente é verdade que muitas pessoas em Jerusalém encontraram a morte depois que os cruzados conquistaram a cidade. Mas este aspecto se deve considerar no contexto histórico. O princípio moral aceito em todas as civilizações européias ou asiáticas pré-modernas era que uma cidade que havia resistido à captura e havia sido tomada pela força pertencia aos vencedores. E isto não incluía somente os edifícios e os bens, mas os habitantes. Por esta razão, cada cidade ou fortaleza tinha que pesar cuidadosamente se podia se permitir resistir aos sitiadores. Se não, era mais sábio negociar os termos da rendição. No caso de Jerusalém, tentou-se a defesa até o último momento. Calculava-se que as formidáveis muralhas da cidade deteriam os cruzados até a chegada de uma força proveniente do Egito. Mas estavam em um erro. E quando a cidade caiu, foi saqueada. Deu-se morte de muitos habitantes, mas outros muitos foram resgatados ou libertados. Segundo o critério moderno, isto pode parecer brutal. Mas um cavaleiro medieval poderia fazer notar que um número muito maior de homens, mulheres e crianças inocentes morreria cada dia mediante as modernas técnicas de guerra, comparado com o número de pessoas que podiam cair sob a espada durante um ou dois dias. Há que observar que nas cidades muçulmanas que se renderam aos cruzados, as pessoas não foram atacadas. Suas propriedades eram confiscadas e se lhes deixavam livres para professar a própria fé.

Mito número 4:

As cruzadas eram uma forma de colonialismo medieval revestido de atributos religiosos. É importante recordar que na Idade Média o Ocidente não era uma cultura poderosa e dominante que se aventurava em uma região primitiva e atrasada. Na realidade, quem era potente, acomodado e opulento era o Oriente muçulmano. A Europa era o Terceiro Mundo. Os Estados Cruzados, fundados após a primeira cruzada, não eram novos assentamentos de católicos em um mundo muçulmano, semelhante às colonizações britânicas na América. A presença católica nos Estados cruzados era sempre muito reduzida, em geral inferior 10% da população. Eram governantes e magistrados, comerciantes italianos e membros das ordens militares. A grande maioria da população dos Estados cruzados era muçulmana. Não eram, portanto, colônias no sentido de plantações ou fábricas, como no caso da Índia. Eram postos de avanço. A finalidade última dos Estados cruzados era defender os santos lugares na Palestina, especialmente Jerusalém, e proporcionar um ambiente seguro para os peregrinos cristãos que visitavam aqueles lugares. Não havia um país de referência dos Estados cruzados com o qual pudessem manter relações econômicas, nem os europeus obtinham benefícios econômicos destes Estados. Pelo contrário, os gastos das cruzadas para manter o Oriente latino pesavam fortemente sobre os recursos europeus. Como posições de vanguarda, os Estados cruzados tinham um caráter militar. Enquanto os muçulmanos combatiam entre eles, os Estados cruzados estavam a salvo, mas, quando os muçulmanos se uniram, foram capazes de derrubar as fortificações, tomar as cidades e, em 1291, expulsar completamente os cristãos.

Mito número 5:

As cruzadas se fizeram também contra os judeus. Nenhum Papa lançou jamais uma cruzada contra os judeus. Durante a primeira cruzada, um numeroso bando de malfeitores, não pertencentes ao exército principal, invadiram as cidades de Renania e decidiram depredar e assassinar os judeus que ali residiam. Isto se produziu em parte por pura avidez e em parte por uma errônea concepção pela qual os judeus, enquanto responsáveis pela crucificação de Cristo, eram objetivos legítimos da guerra. O Papa Urbano II e os Papas sucessivos condenaram energicamente estes ataques contra os judeus. Os bispos locais e os outros eclesiásticos e leigos trataram de defender os judeus ainda que com pouco êxito. De modo parecido, durante fase inicial da segunda cruzada, um grupo de renegados assassinou muitos judeus na Alemanha, antes que São Bernardo conseguisse alcançá-los e detê-los. Estes desvios do movimento eram um indesejado subproduto do entusiasmo das Cruzadas, mas não eram o objetivo das Cruzadas. Par usar uma analogia moderna, durante a Segunda Guerra Mundial alguns soldados americanos cometeram crimes enquanto se encontravam em ultramar. Foram presos e castigados por tais crimes, mas o motivo pelo qual haviam entrado em guerra não era o de cometer crimes.


Pensa que a luta entre o Ocidente e o mundo muçulmano é de certo modo uma reação às Cruzadas?

Madden: — Não. Pode parecer uma estranha a resposta se consideramos que Osama Bin Laden e outros islâmicos com freqüência se referem aos americanos como «Cruzados». É importante recordar que durante a Idade Média, na realidade até finais do século XVI, a superpotência do mundo ocidental era o islã. As civilizações muçulmanas gozavam de grande bem-estar, eram sofisticadas e imensamente poderosas. O que hoje chamamos Ocidente era atrasado e relativamente fraco. Há que fazer notar que, com a exceção da Primeira Cruzada, praticamente o restante das Cruzadas lançadas pelo Ocidente --e houve centenas-- não tiveram êxito. As Cruzadas podem haver freado o expansionismo muçulmano mas de nenhum modo o detiveram. O império muçulmano continuou expandindo-se para territórios cristãos, conquistando os Bálcãs, grande parte da Europa do Leste e inclusive a maior cidade cristã do mundo, Constantinopla.

Desde a perspectiva muçulmana, não tiveram tanta importância. Se você tivesse perguntado a alguém do mundo muçulmano pelas Cruzadas no século XVIII, não saberia nada do tema. Eram importantes para os europeus porque foram esforços massivos que fracassaram. Contudo, durante o século XX, quando os europeus começaram a conquistar e colonizar países do Oriente Médio, muitos historiadores --especialmente escritores franceses nacionalistas ou monárquicos-- começaram a denominar as Cruzadas como o primeiro intento da Europa de levar os frutos da civilização ocidental ao mundo muçulmano atrasado. Em outras palavras, as Cruzadas foram transformadas em guerras imperialistas.

Estas histórias se ensinavam nas escolas coloniais e se converteram no ponto de vista normalmente aceitado no Oriente Médio e mais além. No século XX, o imperialismo foi desacreditado. Islamistas e alguns nacionalistas árabes assumiram a visão colonial das Cruzadas, denunciando que o Ocidente era responsável por sua miséria porque havia depredado os muçulmanos desde as Cruzadas.

Diz-se com freqüência que o povo no Oriente Médio tem uma memória duradoura; é verdade. Mas no caso das Cruzadas, tem uma memória reconstruída, fabricada por seus conquistadores europeus.


Há semelhanças entre as Cruzadas e a atual guerra contra o terrorismo?

Madden: — Junto ao fato de que os soldados de ambas guerras desejavam servir a alguém maior que eles mesmos e que desejavam voltar para casa enquanto acabaram, não vejo outras semelhanças entre os cruzados medievais e a guerra contra o terror. As motivações da sociedade secular de depois do Iluminismo são muito diferentes das do mundo medieval.


Em que as Cruzadas se diferenciam da jihad islâmica ou de outras guerras de religião?

Madden: O objetivo fundamental da jihad (guerra santa) é estender o «Dar al-Islã» - (A Morada do Islã). Em outras palavras, a jihad é expansionista, busca conquistar os não-muçulmanos e impor-lhes o regime muçulmano.

Aos que são conquistados é dada uma só possibilidade. Para os que não são do Povo do Livro --em outras palavras, os que não são cristãos ou judeus-- a única opção é converter-se ao islã ou morrer. Para os que pertencem ao Povo do Livro, a opção é submeter-se ao regime muçulmano e à lei islâmica ou morrer. A expansão do islã, portanto, estava diretamente ligada ao êxito militar da jihad. Os cruzados eram outra coisa. Desde seus inícios a Cristandade sempre proibiu a conversão forçada de qualquer tipo. A conversão pela espada, por conseguinte, não era possível para a Cristandade.

Ao contrário da jihad, o objetivo dos cruzados não era estender o mundo cristão nem expandir a Cristandade mediante conversões forçadas. Os cruzados eram uma resposta direta e relacionada com os séculos de conquistas muçulmanas de terras cristãs. O acontecimento que fez explodir a Primeira Cruzada foi a conquista turca de toda Ásia Menor de 1070 a 1090.

A Primeira Cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II em 1095 em resposta a uma urgente petição de ajuda do imperador bizantino de Constantinopla. Urbano fez um chamado aos cavaleiros da Cristandade para que acudissem a ajudar seus irmãos do Oriente. A Ásia Menor era cristã. Formava parte do império bizantino e foi em primeiro lugar evangelizada por São Paulo. São Pedro foi o primeiro bispo de Antioquia. Paulo escreveu sua famosa carta aos cristãos de Éfeso. O credo da Igreja foi redigido em Nicéia. Todos estes lugares estão na Ásia Menor. O imperador bizantino suplicou aos cristãos do Ocidente ajuda para recuperar estas terras e expulsar os turcos. As Cruzadas foram esta ajuda. Seu objetivo, contudo, não era só reconquistar a Ásia Menor, mas recuperar outras terras antigamente cristãs perdidas por causa das jihads islâmicas. Inclusive a Terra Santa.

Em poucas palavras, portanto, a maior diferença entre Cruzada e jihad é que a primeira foi uma defesa contra a segunda. Toda a história das Cruzadas no Oriente é uma resposta à agressão muçulmana.


Tiveram algum êxito os cruzados em converter o mundo muçulmano?

Madden: — Quero fazer notar que no século XIII alguns franciscanos iniciaram uma missão no Oriente Médio para tentar converter os muçulmanos. Não tiveram êxito, em grande parte porque a lei islâmica castiga a conversão a outra religião com a pena de morte. Este intento, contudo, era uma coisa distinta das Cruzadas, que não tinham nada a ver com a conversão. E foi um intento e persuasão pacíficos.


Como a Cristandade assimilou sua derrota nas Cruzadas?

Madden: — Da mesma maneira que os judeus do Antigo Testamento. Deus negou a vitória a seu povo porque era pecador. Isto levou a um movimento devocionista de grande escala na Europa, cujo objetivo era purificar totalmente a sociedade cristã.
Zenit. org

SOBRE A INQUISIÇÃO: AOS PALPITEIROS COM MENTALIDADE FORMADA PELO LIVRO DIDÁTICO



A INQUISIÇÃO E SUA "LEYENDA NEGRA"



Infelizmente, ainda hoje, pessoas com a mentalidade formada pelo mau professor do Ensino Médio, que falava abobrinhas e uma porção de besteiras sobre a Inquisição continuam difundindo os velhos chavões sobre a Inquisição, sem levar em consideração a desideologização do assunto, e os recentes estudos históricos. 

Grande especialista no assunto, Agostinho Borromeo, afirma que atualmente, os pesquisadores têm os elementos necessários para fazer uma história da Inquisição sem cair em preconceitos negativos ou na apologética propagandista. Borromeo foi o coordenador do livro «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”» de onde tirei diversas citações para este artigo. No volume, Agostinho Borromeo, recolhe as palestras de um congresso internacional que reuniu ao final de outubro de 1998, historiadores universalmente reconhecidos especializados em tribunais eclesiásticos.

«Hoje em dia --afirmou em uma coletiva de imprensa de apresentação do livro, o professor da Universidade «La Sapienza» de Roma-- os historiadores já não utilizam o tema da Inquisição como instrumento para defender ou atacar a Igreja». Diferentemente do que antes sucedia, acrescentou o presidente do Instituto Italiano de Estudos Ibéricos, «o debate se encaminhou para o ambiente histórico, com estatísticas sérias».

O especialista constatou que, 



à «lenda negra» criada contra a Inquisição em países protestantes, opôs uma apologética católica propagandista que, em nenhum dos casos, ajudava a conseguir uma visão objetiva. Isto se deve, entre outras coisas --indicou--, ao «grande passo adiante» dado pela abertura dos arquivos secretos da Congregação para a Doutrina da Fé (antigo Santo Ofício), ordenada por João Paulo II em 1998, onde se encontra uma base documental amplíssima.


Borromeu ilustrou alguns dos dados possibilitados pelas «Atas do Simpósio Internacional “A Inquisição”». A Inquisição na Espanha que era dirigida pelos Reis, afirmou, em referência ao tribunal mais conhecido, celebrou entre 1540 e 1700, 44.674 juízos. Os acusados condenados à morte foram 1,8%. Pelo que se refere às famosas «caçadas de bruxas», o historiador constatou que os tribunais eclesiásticos foram muito mais indulgentes e humanos que os civis . Dos 125.000 processos de sua história, a Inquisição espanhola condenou à morte 59 pessoas. Na Itália, acrescentou, foram 36 e em Portugal 4. 


“Ao contrário do que se divulga, o número de pessoas  condenadas a pena máxima era muito pequeno. ”


Borromeo ainda afirma que muitas vezes os condenados eram executados em efígie (categoria da justiça penal medieval), isto é, onde bonecos eram queimados para representar aqueles que foram condenados à revelia. Tais penas, segundo o direito penal vigente na época eram chamadas de penas substitutivas, isto é, as haviam penas que eram executadas em efígies. Uma vez que a pessoa do condenado não era encontrada, ou tinha fugido, desaparecido ou se suicidado, fazia-se uma efígie, aplicando-se nela a pena. 
Relatou V. Hentig que ‘‘o castigo em efígie desempenhou importante papel no processo inquisitorial espanhol. Lemos que a Inquisição condenou à morte na Espanha, entre 1481 e 1809, 31.912 pessoas, das quais foram executadas em efígie 17.659’’



DIZEM OS ESPECIALISTAS:


“Portanto, contrariamente ao que se pensa, apenas uma pequena porcentagem do procedimento inquisitorial se concluía com a condenação à morte.” (Adriano Garuti, La Santa Romana e Universale Inquisizione, p. 415 in L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“A inquisição podia haver causado um holocausto de bruxas nos países católicos do Mediterrâneo, mas a história demonstra algo muito diferente, a Inquisição foi aqui a salvação de milhares de pessoas acusadas de um crime impossível.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 594. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“A documentação correspondente a Idade Moderna, ao contrário das fontes correspondentes ao medievo, é tão abundante, que nos permite com grande segurança calcular o número de bruxas queimadas pela inquisição. As cifras, por inesperadas, resultam assombrosas. Para Portugal é 4. Para Espanha, 59, para Itália, 36.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 582. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“A exagerada suposição de que o santo Ofício, nesses dois séculos (XV-XVI), havia queimado a 30.000 bruxas, faz tempo que deixou de ser levado em consideração pela ciência.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 576. Atti del simpósio internazionale. 2003.)

“Não foi a Inquisição quem iniciou a perseguição às bruxas, senão a justiça civil nos Alpes e na Croácia” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 576.L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“O certo é que, ao contrário do que comumente se crê, as perseguições de bruxas não se deveram a iniciativa da Igreja, foram manifestação de uma crença popular, cuja bem documentada existência se remonta a mais remota antiguidade.” (Gustav Henningsen, La inquisición y las brujas, p. 568. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“Dos processos que se vão publicando e também das biografias de inquisidores que vão aparecendo, se pode constatar que estes eram em geral pessoas com uma formação jurídica elevada e que suas atuações foram muito majoritariamente conforme ao direito, ainda que houvesse sem dúvida abusos.” (Arturo Bernal Palácios, El estatuto jurídico de la Inquisición, p. 152. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“De todas as formas, o direito inquisitorial neste ponto é um direito privilegiado como bem escreveu o professor Enrique Gacto, já contém sanções mais benignas que as do direito penal ordinário ou secular, em que o delito de heresia é reprimido inapelavelmente com a pena de morte. Mas o réu de heresia, resgatado pela jurisdição inquisitorial, tem aberta uma via que lhe permite escapar a esta sanção máxima e, com efeito, a evita sempre que confesse e manifeste seu arrependimento de forma suficiente.” (Arturo Bernal Palácios, El estatuto jurídico de la Inquisición, p. 140. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“A pena de morte foi impregada não somente na inquisição, mas praticamente em todos os outros sistemas judiciários da Europa.(...) O professor Tedeshi afirma: ‘tenho a convicção de que as futuras investigações demonstrarão que a pena capital foi usada com menor freqüência e com mais respeito pela dignidade humana nos tribunais do Santo Ofício do que nos civis.’” (Adriano Garuti, La Santa Romana e Universale Inquisizione, p. 417. L´Inquisizione, Atti del simpósio internazionale. Cittá del Vaticano, 2003)

“Em uma época em que o uso da tortura era geral nos tribunais penais europeus, a Inquisição espanhola seguiu uma política de benignidade e circunspeção que a deixa em lugar favorável se se compara com qualquer outra instituição. A tortura era emprega somente como último recurso e se aplicava em pouquíssimos casos.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 184)

“As cenas de sadismo que descrevem os escritores que se inspiraram no tema possuem pouca relação com a realidade” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 185)

“Em comparação com a crueldade e as mutilações que eram normais nos tribunais seculares, a Inquisição se mostra sob uma luz relativamente favorável; este fato, em conjunção com o usual bom nível da condição de seus cárceres, nos faz considerar que o tribunal teve pouco interesse pela crueldade e que tratou de temperar a justiça com a misericórdia.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 187)

“O número proporcionalmente pequeno de execuções constitui um argumento eficaz contra a leyenda negra de um tribunal sedento de sangue.” (Henry Kamen, La Inquisición Española: una revisión histórica. Barcelona: Crítica, 2004, p. 197)

"As fontes históricas demonstram muito claramente que a Inquisição recorria à tortura muito raramente. O especialista Bartolomé Benassa, que se ocupou da Inquisição mais dura, a espanhola, fala de um uso da tortura "relativamente pouco frequente e geralmente moderado, era o recurso à pena capital, excepcional depois do ano 1500". O fato é que os inquisidores não acreditavam na eficácia da tortura. Os manuais para inquisidores convidavam a que se desconfiasse dela, porque os fracos, sob tortura, confessariam qualquer coisa, e nela os "duros" teriam persistido facilmente. Ora, porque quem resistia à tortura sem confessar era automaticamente solto, vai de si que como meio de prova a tortura era pouco útil. Não só. A confissão obtida sob tortura devia ser confirmada por escrito pelo imputado posteriormente, sem tortura (somente assim as eventuais admissões de culpa podiam ser levadas a juízo). (Rino Camilleri,.La Vera Storia dell ´Inquisizione, Ed Piemme, Casale Monferrato, 2.001, p.p. 46-47).

FANTASIAS DO ALÉM-TÚMULO





FANTASIAS DE CHICO XAVIER


Em homenagem aos espíritas de plantão, que visitam este blog e me enviam mensagens dizendo uma porção de abobrinhas, disponho para quem tiver fôlego dois trechos (e são mais do que suficiente) para que todos vejam a "seriedade" das fábulas espíritas.

Chico Xavier, descrevendo suas fantasias do além-túmulo nos "revela" a existência de um de "aerobus" no fantástico mundo espiritual do espiritismo:


"NO BOSQUE DAS ÁGUAS. Dado o meu interesse crescente pelos processos de alimentação, Lísias convidou: - Vamos ao grande reservatório da colônia. Lá observará coisas interessantes. Verá que a água é quase tudo em nossa estância de transição. Curiosíssimo, acompanhei o enfermeiro sem vacilar. Chegados a extenso ângulo da praça, o generoso amigo acrescentou:
- Esperemos o aeróbus. (1)
Mal me refazia da surpresa, quando surgiu grande carro, suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos e repleto de passageiros. Ao descer até nós, à maneira de um elevador terrestre, examinei-o com atenção. Não era máquina conhecida na Terra. Constituída de material muito flexível, tinha enorme comprimento, parecendo ligada a fios invisíveis, em virtude do grande número de antenas na tolda." (XAVIER, CHICO. Nosso Lar, cap. 10)

Noutro capítulo, como num conto de fadas, fala de muralhas protetoras que emitem dardos magnéticos:

"Encorajados pela rebeldia dos cooperadores do Esclarecimento, os espíritos menos elevados que ali se recolhiam entregaram-se a condenáveis manifestações. Tudo isso provocou enormes cisões nos órgãos coletivos de "Nosso Lar", dando ensejo a perigoso assalto das multidões obscuras do Umbral, que tentaram invadir a cidade, aproveitando brechas nos serviços de Regeneração, onde grande número de colaboradores entretinha certo intercâmbio clandestino, em virtude dos vícios de alimentação. Dado o alarme, o Governador não se perturbou. Terríveis ameaças pairavam sobre todos. Ele, porém, solicitou audiência ao Ministério da União Divina e, depois de ouvir o nosso mais alto Conselho, mandou fechar provisoriamente o Ministério da Comunicação, determinou funcionassem todos os calabouços da Regeneração, para isolamento dos recalcitrantes, advertiu o Ministério do Esclarecimento, cujas impertinências suportou mais de trinta anos consecutivos, proibiu temporariamente os auxílios às regiões inferiores, e, pela primeira vez na sua administração, mandou ligar as baterias elétricas das muralhas da cidade, para emissão de dardos magnéticos a serviço da defesa comum." (Idem, cap. 9)

PEQUENO VÍDEO QUE VALE A PENA VER

VEJAM QUE VÍDEO LINDO NO YOU TUBE: UM HOMEM CAIU NUM BURACO



Fé, História, Filosofia e Literatura

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