RESPOSTA DE OLAVO DE CARVALHO AOS SEUS CALUNIADORES

FORÇA OLAVO !


A doutrina católica sobre a maledicência e a calúnia,
segundo Adolphe Tanquerey


http://www.olavodecarvalho.org/textos/091120tanquerey.html


Nota introdutória por Olavo de Carvalho
20 de novembro de 2009

"Esses jovens conservadores estão mais longe da verdade que muitos 'melenudos progre' nos anos 60. Nossos cabeludos eram contestadores, atiravam coquetéis molotóv, xingavam, liam livros. Esses liberais que nasceram ontem dizem-se interessados no cristianismo, tiram o brinco (mas continuam vestindo-se mal), começam a tomar vinho e a visitar os avós. Mas na prática – Deus nos liberte desses ateus – só se tornaram um pouquinho mais vaidosos, um pouquinho mais arrogantes, um pouquinho mais sem-vergonha."
Júlio Lemos

Desde há alguns anos, noto que quase ninguém no Brasil, nem mesmo os comunistas, pratica a arte da difamação e da calúnia com o entusiasmo feroz de alguns militantes católicos, seja leigos ou sacerdotes. Protestantes também: com que freqüência deprimente não vemos pastores acusando-se mutuamente, em público, de adultério, de simonia e de sei lá mais o quê? Mas o fato é que a mim nunca me atacaram, ao passo que aqueles católicos, à simples visão da minha pessoa, sentem a comichão irresistível de entregar-se, com deleites de sadismo, à demolição do Oitavo Mandamento.

A desculpa que encontram para tão singular exercício é o zelo pelas almas de meus alunos e leitores, aos quais desejam, segundo alegam, poupar o risco da minha companhia tentadora. Daí o teor geral de suas advertências: Afastem-se do Olavo. O tom é sempre o mesmo, mas as justificativas são de dois tipos: (1) mentiras substantivas, atribuindo-me atos que não pratiquei ou hábitos que não tenho; (2) mentiras adjetivas, isto é, fatos inócuos descritos em palavras que lhes dão o ar de crimes ou pecados. Exemplos misturados:

· Afastem-se do Olavo porque ele é herético.

· Afastem-se do Olavo porque ele é gnóstico e maçom.

· Afastem-se do Olavo porque ele é guenoniano.

· Afastem-se do Olavo porque ele é astrólogo.

· Afastem-se do Olavo porque ele foi tentar arrancar dinheiro no Opus Dei.

· Afastem-se do Olavo porque ele tentou o mesmo na TFP e levou a porta na cara.

· Afastem-se do Olavo porque ele pede esmolas [quer dizer, há um link para doações no meu site, como em todo site similar nos EUA].

· Afastem-se do Olavo porque ele não tem diploma de filosofia.

· Afastem-se do Olavo porque ele é gay.

· Afastem-se do Olavo porque ele é centralizador e autoritário.

· Afastem-se do Olavo porque ele fala palavrões.

· Afastem-se do Olavo porque a mulher dele é uma prostituta.

· Afastem-se do Olavo porque os cursos dele são uma seita.

· Afastem-se do Olavo porque ele usa métodos de manipulação hipnótica para dominar seus alunos.

· Afastem-se do Olavo porque ele é um covarde: fica lá no bem-bom nos EUA enquanto nós aqui agüentamos o rojão petista, ateísta etc.

E assim por diante. Não vejo por que me defender de acusações tão francamente imbecis e mal intencionadas. Quem quiser acreditar nelas só fará dano a si mesmo. O único ponto que interessa ressaltar – por ser em si mesmo um fenômeno sociológico de certa importância – é que cada um daqueles que as emitem jura não ter-me ofendido jamais e, ao menor revide da minha parte, sai chorando que foi difamado, atacado, vilipendiado etc. etc. Isso é uma regra geral absolutamente infalível em todos os casos – e, sem dúvida, uma expressão notável da logica brasiliensis.

Uma senhorita que recolocou em circulação um velho escrito difamatório anônimo, violando até mesmo meus direitos constitucionais, jamais demonstrou o menor arrependimento por isso, e não consegui por nada deste mundo fazê-la sentir que agira de maneira moralmente ilícita, além de criminosa; admoestada, recolheu-se à torre de marfim da sua religiosidade sublime, e declarou que não devia satisfações a um sujeito da minha baixa espécie.

Um rapaz que me chamara de herege assegurou, ato contínuo, que jamais me insultara de maneira alguma. Mostrou assim ignorar que, na religião que diz professar, a acusação de heresia é a mais grave de todas, superior mesmo à de homicídio, e que, nessas circunstâncias, qualquer insulto que eu lhe dirigisse em resposta seria, em comparação, um pecado venial na mais grave das hipóteses. Pior ainda: é impossível alguém ser até mesmo vagamente suspeito de heresia enquanto não se apresentar como portador de uma teologia católica legítima em oposição à doutrina da Igreja, coisa que obviamente nunca fiz, pela simples razão de que jamais ensinei teologia alguma, limitando-me a investigar assuntos terrenos acessíveis aos métodos da ciência e da filosofia e deixando a teologia para os mais capacitados. Imaginar que qualquer afirmação filosófica ou científica – para não dizer qualquer opinião jornalística – possa ser lida como preceito teológico, e julgada sob esse prisma, não é só um erro de leitura imperdoável em pessoas que dizem ter formação universitária: é ignorar, na base, o que seja teologia. Teologia é, como o próprio nome diz, a interpretação racional do discurso divino, a explicitação das verdades compactadas no livro sagrado. Só duas ou três vezes me aproximei vagamente desse campo, em mensagens de Natal que se contentavam em estimular a fé cristã dos leitores e de novidade teológica não tinham nada.

O mesmo cidadão assegurava que, com a minha insistência em combater o comunismo em vez de praticar as virtudes cristãs, eu me igualava aos próceres da Teologia da Libertação. Ou seja; de um lado, sem nada saber da minha vida nem me perguntar nada a respeito, baseado portanto só em zunzum de terceiros e na sua própria imaginação, ele dava por previamente demonstrada a minha indiferença ou hostilidade às virtudes cristãs, substituídas por um mero anticomunismo laico; de outro, condenava-me ao inferno com base no princípio de que combater os inimigos da Igreja é tão ruim quanto ser um deles.

Outro acrescentava à maledicência a calúnia, confundindo propositadamente as noções de erro e mentira, de tal modo que, ao me atribuir algum erro que não cometi, podia explicá-lo por uma intenção mendaz que também não tive.

Outro, que proclamava ser eu um boca-suja indigno de freqüentar os meios bem educados, somava a essa piedosa advertência a informação de que eu era um cafetão casado com uma prostituta, além de homossexual, formador de quadrilha e cavador de dinheiro de instituições católicas. Obviamente esse também não me insultou nem difamou nem caluniou, apenas praticou em meu benefício a mais pura caridade cristã.

Outro, ainda, sem medir o grotesco do que fazia, macaqueava a estrutura dialética das quaestiones disputatae medievais para discutir, com ares de Sto. Tomás na sua cátedra de Paris, esta questão transcendente: "É lícito ao filósofo usar palavras de baixo calão?" – concluindo, evidentemente, pela negativa, e deixando inculcada nos seus devotos discípulos imaginários a impressão enganosa de que o filósofo referido usara aquelas palavras em demonstrações filosóficas, como substitutivos da argumentação racional, e não apenas num programa informal de rádio destinado a responder e-mails e comentar, por alto, as notícias da semana.

Qualquer que seja a variedade das imputações, uma delas reaparece com a constância recorrente de um Leitmotiv destinado a sublinhar as outras. É a acusação de covardia: sou um covarde porque vivo bem protegido em Richmond, Virginia, EUA, enquanto eles correm toda sorte de riscos no Brasil.

Desde logo, sendo todos esses acusadores bem jovens, ele deveriam fazer as contas e notar que, como jornalista de oposição no regime militar e depois como principal inimigo do esquerdismo na grande mídia, corri perigo, inclusive de prisão e morte, durante um período bem maior que a duração das suas porcas vidas.

Se depois dessa longa batalha eu tivesse me retirado para os EUA na intenção de desfrutar um período de sossego, para me dedicar a atividades intelectuais de maior envergadura longe da agitação imediata, não haveria nisso covardia alguma, apenas o exercício de um direito inerente à velhice ao fim de uma vida de combates.

Não creio que seja tão difícil fazer esse raciocínio, quando se tem alguma intenção de saber a verdade.

No entanto, para piorar as coisas, é absolutamente falso que em Richmond eu esteja protegido do que quer que seja, e os inquisidores-mirins que me condenam não deveriam ter grande dificuldade em percebê-lo, mesmo de longe, se consentissem em pensar no assunto por uns minutos antes de lavrar suas sentencinhas. De um lado, a primeira coisa que fiz aqui foi aproximar-me do grupo conservador mais discriminado, atacado, perseguido e fisicamente agredido dos EUA, grupo cujo líder, Alan Keyes, arrisca a pele diariamente como autor do processo mais explosivo já instaurado contra o presidente Barack Obama e, no curso de uma manifestação abortista, foi parar até na cadeia.

A segunda coisa que fiz nos EUA foi uma série de conferências no Hudson Institute, na Atlas Foundation, na Georgetown University, na America's Future Foundation, na Academia de West Point e em outras instituições, acusando abertamente a mais poderosa central globalista do mundo, o CFR, de mentir para ocultar a existência do Foro de São Paulo e os laços entre a esquerda latino-americana e o terrorismo islâmico. Considerando-se que o autor dessas intervenções era um residente estrangeiro, cuja presença no país é uma concessão estatal que pode ser revogada a qualquer momento, não creio que elas tenham sido propriamente demonstrações de covardia. Exposto a todas as retaliações do establishment local, não me encontro mais a salvo de qualquer iniciativa vingadora do governo brasileiro, que tem recursos para processar qualquer um em tribunais do exterior, para negar ao infeliz a renovação do seu passaporte ou para agir contra ele de mil maneiras diversas: estariam aqueles meninos afetados de demência senil ao ponto de esquecer que foi já nos EUA que perdi meus empregos no Globo e no Jornal do Brasil, restando somente o do Diário do Comércio para garantir minha permanência nos EUA com visto de jornalista? Ou padecem de falta de imaginação ao ponto de não conceber a insegurança, a total ausência de garantias em que vive aqui o residente estrangeiro sem um Green Card?

Se alguma comodidade e proteção decorrem do fato de eu residir tão longe do Brasil, é para meus difamadores, que podem dizer o que bem entendem sem precisar temer os processos judiciais que merecem, mas que, à distância em que me encontro, com os recursos de que disponho, não posso lhes mover.

Se não fosse isso, não teriam crescido como cresceram, em número, em arrogância e em virulência, precisamente à medida da distância em que me enxergavam, como hienas que rosnam de longe a um leão do qual não ousariam aproximar-se. Com efeito, até a data da minha partida do Brasil, o contingente dos meus difamadores era recrutado quase que inteiramente na esquerda estudantil (os professores, tantas vezes humilhados em debates, já haviam desistido de me atacar e adotado a regra do Milton Temer: "Do Olavo de Carvalho não se fala"). Desde maio de 2005, quando cheguei aos EUA, hostilidades longamente reprimidas nos círculos liberais, conservadores e católicos começaram a brotar por toda parte, cada vez mais mais abertas e descaradas, sobretudo depois que perdi minhas colunas no Globo e no JB, ficando meus meios de defesa restritos a uma publicação regional, embora respeitável. Encorajados pela situação propícia, indivíduos que antes me repugnavam pela hipocrisia e pela bajulação passaram a fazê-lo pela prática da calúnia e pela ostentação de falsa valentia à distância.

Eles sabem perfeitamente disso, de modo que, se me chamam de covarde, é por pura projeção da má consciência que, no íntimo, lhes revela serem eles os únicos covardes nesta história.

Todos esses jovens escrevem naquele estilo untuoso, cardinalício, pontificando muito sobre as "virtudes", a "fé", a "humildade", o "coração contrito", etc., e praticamente não deixando passar três linhas sem alguma saudação litúrgica, quase sempre em latim.

Em nenhum momento mostram a menor hesitação ou dúvida quanto à bondade intrínseca de suas intenções e atos, na qual confiam tanto que se diria ser esse o dogma central da sua religião, acima dos Dez Mandamentos ou pelo menos do Oitavo.

A distância entre suas auto-imagens e a realidade dos seus atos é tão vasta e intransponível, que se diria tratar-se de casos de dupla personalidade, nos quais a regra evangélica "não veja a tua sinistra o que faz a tua destra" se transmutou psicoticamente em "Não veja a tua consciência o que fazem tuas duas mãos."

Não compreendo que tipo de formação religiosa recebem esses garotos nas instituições católicas que dizem freqüentar, mas certamente não é a que recebi dos padres carlistas na Igreja de Nossa Senhora da Paz, em São Paulo, onde fiz minha Primeira Comunhão. O que ali se ensinava, a respeito de julgamentos emitidos sobre o próximo, era, em versão simplificada, substancialmente o mesmo que constava do tratado clássico de Adolphe Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, então a obra-padrão para o ensino da matéria nos seminários.

Embora esses meninos se alardeiem conservadores, de vez em quando puxando as orelhas de algum teólogo da Libertação, sua conduta não se assemelha em nada ao que se esperaria dos católicos de antigamente. Ela vai até além do modernismo, dissolvendo a fé católica numa pasta indigesta de preconceitos burgueses que tudo julgam pelas aparências superficiais e consideram a impolidez um pecado mais chocante que a difamação e a calúnia, sem notar que o Primeiro Mandamento implica necessariamente, como regra máxima da moral, o senso da hierarquia dos valores.

Não sei se a leitura do excerto de Tanquerey que transcrevo abaixo servirá de alguma coisa a corações tão empedrados nas suas certezas autolisonjeiras ao ponto de tomá-las como altas expressões da fé. Mas, se não servir a eles, servirá aos demais.

Excerto de Adolphe Tanquerey

1045. B) Não é menos necessário respeitar a reputação e honra do próximo.

a) Evitar-se-ão, pois, os juízos temerários sobre o próximo: condenar os nossos irmãos por simples aparências e por motivos mais ou menos fúteis, sem conhecer a fundo as suas intenções, é usurpar o direito de Deus, único juiz supremo dos vivos e dos mortos, é cometer injustiça para com o próximo, pois se condena sem ser ouvido, nem conhecidos os motivos secretos das suas acções, e as mais das vezes sofre o império de preconceitos ou de qualquer paixão. A justiça e a caridade exigem, ao contrário, que nos abstenhamos de julgar e interpretemos o mais favoravelmente possível as acções do próximo.

c) Com mor força de razão nos devemos abster de maledicência, que manifesta aos outros as faltas ou defeitos secretos do próximo. Sejam muito embora reais esses defeitos; mas, enquanto não são do domínio público, não temos direito de os revelar. Se o fazemos : l) contristamos o próximo que, ao ver-se atingido na sua reputação, sofre com isso tanto mais quanto mais aprecia a honra; 2) abatemo-lo na estima dos seus semelhantes ; 3) enfraquecemos a autoridade, o critério de que ele tem necessidade para gerir os seus negócios ou exercer legítima influência, e deste modo causamos muitas vezes prejuízos quase irreparáveis.

Nem se diga que aquele, cujas faltas se divulgam, já não tem direito à fama ; conserva-o, enquanto as faltas não são públicas; e, seja como for, não se deve perder de vista a palavra de Jesus Cristo : "Quem de vós estiver sem pecado, atire-lhe a primeira pedra" (Jo. VIII:7). É de notar que os Santos são extremamente misericordiosos, e buscam todos os meios de salvaguardar a reputação de seus irmãos. Imitemo-los.

e) E deste modo mais seguros estaremos de evitar a calúnia que, por meio de imputações mentirosas, acusa o próximo de faltas que ele não cometeu. O que é seguramente injustiça, tanto mais grave quanto é certo que muitas vezes é inspirada pela maldade ou pela inveja. E que de males não acarreta! Demasiado bem acolhida, infelizmente, pela malícia, circula rapidamente de boca em boca, destrói a reputação e a autoridade daqueles que dela são vítimas, e por vezes lhes causa prejuízo considerável até mesmo nos negócios temporais.

É, pois, dever estrito reparar as maledicências e os calúnias. É difícil, sem dúvida, pois custa retra­tar-se, e, depois, a retratação, por sincera que seja, não faz mais que paliar a injustiça cometida : a mentira, ainda quando se desdiz, deixa muitas vezes vestígios indeléveis. Isso, porém, não é razão para não reparar a injustiça cometida ; é dever até aplicar-se a isso com tanto mais energia e constância quanto maior é o mal. Mas a dificuldade duma reparação deve-nos levar a abstermo-nos de tudo quanto de perto ou de longe nos pudesse fazer cair nesse grave defeito.

Eis o motivo por que as pessoas, que aspiram à perfeição, cultivam não somente a justiça, senão também a caridade que, fazendo-nos ver a Deus no próximo, nos leva a evitar solicitamente tudo quanto o possa contristar.

(Adolphe Tanquerey, Compêndio de Teologia Ascética e Mística, trad. João Ferreira Fontes, 4a. ed., Porto, Livraria Apostolado da Imprensa, 1948.)

CHESTERTON: PROGRESSISMO TORNA ADEPTOS ESCRAVOS DE SUA ÉPOCA


QUANDO A MISSA COMPETE COM AS DIVERSÕES PROFANAS


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"As novas religiões se adaptam, de certo modo, ao mundo novo; este é seu defeito mais condenável... Assim, pois, todas se confessam progressistas, porque o progresso é o orgulho mais característico destes tempos, especificamente. Pretendem ser democratas porque nosso sistema político segue afirmando pateticamente que é democrático; se apressam a reconciliar-se com a ciência, o que, frequentemente, consiste somente numa reconciliação prematura; se despojam precipitadamente de tudo o que se considera pouco elegante e antiquado, sejam vestimentas ou símbolos; proclamam o brilho de seus serviços e o júbilo de seus sermões. As igrejas competem com os cinemas e inclusive chegam a converter-se em cinemas." (CHESTERTON, G.K. The Catholic Church and Convertion, Londres, 1960, pp.78-80 in: PEARCE, Joseph. G.K.Chesterton, Encuentro, 2009)

AGOSTINHO: AMEM, MAS VEJAM O QUE AMAM


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AGOSTINHO: PROCURAR A VERDADE PARA SER FELIZ

AGOSTINHO: A ANGÚSTIA DO VAZIO SEM DEUS

TUDO O QUE A VERDADE APROVA NA CONDUTA DOS HOMENS PARECE TOLICE AOS IMBECIS


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BELLOC: IGREJA CATÓLICA, EXPOENTE DA REALIDADE




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"outro amigo católico que lhe falou com uma franqueza inusual depois da conversão foi Hilaire Belloc. Escreveu-lhe apenas dois dias depois do batismo, em 1 de agosto, tratando dos aspectos mais pessoais da fé com muito menos reserva do que costumava: 'O que tenho que dizer-te (não te podia dizer antes de que desse o passo, por isso, te digo agora; antes havia sido como uma súplica escolhida) é que a Igreja Católia é o expoente da Realidade. É certo. Sua doutrina acerca dos assuntos importantes ou das questões triviais é uma declaração do que é a Igreja. É o que o máximo ato de inteligência pode admitir, o que a vontade pode ratificar deliberadamente. E é assim,que a Fé se converte em moral mediante um ato de vontade.' " (HILAIRE BELLOC apud PEARCE, Joseph. G.K. Chesterton, Encuentro, 2009, p. 341-342)

POETA PIETER VAN DER MEER: FORA DA IGREJA, OS HOMENS COLIDEM ENTRE SI COMO OS LOUCOS

PIETER VAN DER MEER DE WALCHEREN (1880–1970),
poeta holandês, convertido do ateísmo ao Catolicismo

"Fora da única orientação para a verdade, fora da única verdadeira relação do homem com Deus, não haverá nada mais que um breve vadiar no deserto ou na selva. E os homens colidem entre si e fazem piruetas como loucos num manicômio." (VAN DER MEER,Pieter. Uomini e Dio., Paoline, 1975, p.203 apud FAZIO, Mariano. Cristianos en la encrucijada, Ediciones Rialp, 2008, p. 37)

TÁCITO: QUANTO MAIS CORRUPTO O ESTADO, MAIS LEIS

A IGREJA NÃO É UMA DEMOCRACIA

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"A Igreja não é uma democracia."
(Ser cristiano en la era neopagana, Joseph Cardinal Ratzinger, Editora Encuentro, 2006, p. 16)

"Porém, mais importante para nossa questão é um problema geral: tudo o que os homens fazem, pode ser anulado por outros; Tudo o que provém de um gosto humano, pode não agradar a outros, e tudo o que uma maioria decide, pode ser ab-rogado por outra maioria. Uma Igreja cujo os fundamentos se apoiam nas decisões de uma maioria, se transforma numa Igreja puramente humana. Se reduz ao nível do que é factível e plausível, de tudo quanto é fruto de sua própria ação e de suas intuições ou opções. A opinião substitui a fé." (Ser cristiano en la era neopagana, Joseph Cardinal Ratzinger, Editora Encuentro, 2006, p. 17)

PAUL CLAUDEL: ENCONTRANDO O INESGOTÁVEL

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O CATOLICISMO É INESGOTÁVEL EM SUA RIQUEZA

"Dizia um escritor francês do século passado, que os jovens buscavam sempre o desconhecido para alimentar-se com a novidade, do contrário, pensam que o que tem à mão não serve para nada. Logo foi corrigido por outro poeta, Paul Claudel, que lhe disse: "Não há que buscar o desconhecido para encontrar o novo, há que analisar cada vez mais profundamente o que se tem para encontrar o inesgotável." E esse é o Evangelho, o inesgotável. E esse é Jesus Cristo, inesgotável. E essa é a Igreja, inesgotável em sua riqueza. E esse é o Espírito Santo, que nos conduz a todos." (Constituciones Sinodales: XXV Sínodo Diocesano, Editora I.T.San Ildefonso, Homilia Misa Clausura, p. 82)

CHESTERTON: O CATOLICISMO PÕE LÓGICA EM NOSSAS VIDAS


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"O catolicismo nos proporciona uma doutrina, põe lógica em nossas vidas. Não se trata simplesmente de uma Igreja-Autoridade, é a base que mantêm firme os pareceres... Ser católico... é estar em paz completamente, é contar com uma filosofia irrefutável que nos permite compreender todas as coisas, fundamente nossas opiniões e é pedra de toque de nossas ideias e de nossa vida." (O´CONNOR, J.Father Brown on Chesterton, pp.138-139 in PEARCE, Joseph. G.K. Chesterton, Encuentro, 2009, p. 352)

CHESTERTON: O AMOR NÃO É CEGO




Frequentemente se diz "o amor é cego" com pouca sinceridade. Talvez estejamos tentando evitar a responsabilidade do que fazemos a quem dizemos que amamos. Mas, como escreveu G.K. Chesterton: "O amor não é cego; é justamente o contrário. O amor está vinculado, e quanto mais vinculado está, menos cego é." Estamos vinculados a Deus e vinculados entre nós em Deus; Tudo o que fazemos afeta aos demais. Quando pecamos contra Deus, pecamos uns contra os outros. Somos responsáveis ante a comunidade pelo que fazemos pessoalmente. (La cuaresma, día a día, Ramón Alfonso Díez Aragón, Editorial Sal Terrae, 1999)

SANDICES DO FREI




A MENTE DESVAIRADA DE "FREI" BETTO,
"QUERIDO AMIGO" DE GABRIEL CHALITA


"O socialismo é a única possibilidade, aritmética, de a humanidade sobreviver neste planeta..." (FREI BETTO, o Paraíso perdido: nos bastidores do socialismo, 1993, p. 417)

"O socialismo deixou de ser um mito...a socialização dos bens é a única via capaz de arrancar a humanidade dessa longa etapa em que a vida de uns se nutre da morte de outros." (FREI BETTO, o Paraíso perdido: nos bastidores do socialismo, 1993, p. 417)


Empalamento realizado pelos bolcheviques
(De certa maneira, o governo Mula já está fazendo isso conosco)

Para Frei Betto, os assassinos comunistas Ho Chi Minh e Che Guevara eram "místicos da transformação". (Cf. FREI BETTO, Mística e espiritualidade,ed. Garamond, 2005, p.79)

Betto ainda escreveu que: "homens e mulheres novos terão necessariamente que ser filhos do casamento Ernesto Che Guevara e Santa Teresa de Ávila" (FREI BETTO, Mística e espiritualidade,ed. Garamond, 2005, p.208)



O místico "celibatário" e queridinho de Frei Betto, Ho Chi Minh, exterminador vietnamita, costumava a dizer:

"A sociedade socialista somente se pode edificar sufocando implacavelmente tudo quanto no indivíduo é pessoal" (Ho Chi Minh apud Marcos Gómez Sancho, El hombre y el médico ante la muerte, Arán ediciones, 2006)


...O QUE AINDA FAZ FREI BETTO NA IGREJA?

POR QUE AINDA NÃO FOI EXCOMUNGADO?

MISTÉRIO DE INIQUIDADE...

DESTRUIÇÃO DA CULTURA OCIDENTAL ATRAVÉS DA ARTE REVOLUCIONÁRIA

CARDEAL MINDSZENTY: A PESSOA MAIS IMPORTANTE DA TERRA É UMA MÃE


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O cardeal Mindszenty escreveu este elogio da maternidade:

"A pessoa mais importante da Terra é uma mãe. Não pode reclamar a honra de ter construído a catedral de Notre Dame. Mas tem construído algo mais impressionante que uma catedral: um lar para uma alma imortal, a pequena perfeição do corpo de seu bebê...Os anjos não foram beneficiados com essa graça. Não podem participar do milagre criador de Deus de conduzir novos santos ao céu. Somente uma mãe humana pode fazê-lo. As mães estão mais próximas de Deus que nenhuma outra criatura; Deus se alia com as mães para realizar este ato de criação...Que há neste mundo de Deus mais glorioso que ser mãe?" (HAHN, Kimberley Kirk. El amor que da vida: abrazar el maravilloso plan de Dios para el matrimonio, Ediciones Rialp, 2006)

PAUL CLAUDEL: DEUS NÃO VEIO SUPRIMIR O SOFRIMENTO, MAS ENCHÊ-LO COM SUA PRESENÇA

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Paul Claudel disse: "Deus não veio suprimir o sofrimento. Nem sequer veio explicá-lo. Veio enchê-lo com sua presença. Ficam muitas coisas obscuras; mas há uma coisa ao menos que não podemos dizer a Deus: Tu não sabes o que é sofrer. É o mesmo que com tom desgarrado, expressa outro poeta espanhol (León Felipe):

"Vieste glorificar as lágrimas,
não enxugá-las...
Vieste abrir as feridas...
não cerrá-las...
Vieste acender as fogueiras...
não apagá-las...
Vieste dizer:
Que corram o pranto,
o sangue
e o fogo...
como a água"

DOM LEME: CATOLICISMO DE FACHADA NO BRASIL, SEM RAÍZES DOUTRINÁRIAS

DOM SEBASTIÃO LEME:
CATOLICISMO INFORME, DIFUSO E INOPERANTE NO BRASIL


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SOCIALISMO É RETORNO À BARBÁRIE


O SOCIALISMO SIGNIFICA A RUPTURA
DA CONTINUIDADE CULTURAL DA HUMANIDADE

“O messianismo revolucionário que anuncia o aparecimento da nova era de libertação final e a mutação completa da sociedade, isto é, a destruição das aquisições culturais da humanidade, tem muito sucesso entre os movimentos camponeses dos países subdesenvolvidos e junto a uma parte da intelligentsia ocidental. (...) mas a idéia, ela própria, basta para justificar toda forma de destruição cultural. E, efetivamente, se toda a cultura humana está a serviço dos interesses de classes particulares, ela merece ser destruída na sua totalidade. (...) E, por conseguinte, o socialismo significaria a ruptura da continuidade cultural da humanidade.” (LESZEK KOLAKOWSKI, O Espírito Revolucionário, Unb, 1974, p. 14)

BERNANOS: A SANTIDADE É NA REALIDADE A ÚNICA AVENTURA


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CHESTERTON: ME UNI A IGREJA DE ROMA PARA LIBERTAR-ME DOS MEUS PECADOS


REVISTA A ORDEM, 1922: FROUXIDÃO CARACTERIZA OS MEIOS CATÓLICOS

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CIVILIZAÇÃO LIBERAL E IRRACIONALISMO

A CIVILIZAÇÃO LIBERAL ATACOU OS DOGMAS E PERDEU TODA ESTABILIDADE


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QUANDO O HOMEM DEIXA DE ACREDITAR EM DEUS, ESTÁ PRONTO A ACREDITAR NO PRIMEIRO QUE APARECE

SÓ A SANTIDADE É FECUNDA PARA A REFORMA SOCIAL

O MISTÉRIO DA IGREJA


CHESTERTON: DEUS QUIS A IGREJA COMO UMA LOCOMOTIVA


COLETIVISMO: A TENTATIVA DE ENCONTRAR SIGNIFICADO NA MULTIDÃO

GUSTAVO CORÇÃO:
O EGOÍSMO QUE SE ISOLA E O EGOÍSMO QUE SE CONGREGA


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A IGREJA É ABSOLUTAMENTE SANTA: CONTRA AQUELES QUE REPETEM BOBAGENS SEM SABER O QUE ESTÃO DIZENDO


SOMOS FILHOS DA IGREJA, E NÃO A IGREJA.
ASSIM, COMO OS FILHOS NÃO SÃO A SUA MÃE.
NÃO SE PODE CONFUNDIR A PESSOA DA IGREJA COM O SEU PESSOAL.


"A Igreja não existe sem pecadores, mas ela mesma é sem pecado" (Charles Journet, L´EgIise du Verbe incarné, II, Paris 1954, p. 904).

A Igreja é toda santa (Ef 5, 27). "A esposa de Cristo não pode ser adulterada, ela é incorrupta e pura, não conhece mais que uma só casa, guarda com casto pudor a santidade do único tálamo." (S. Cipriano, Sobre a Unidade da Igreja, cap. 4).

“Nos últimos decênios tem sido transposto para a Igreja o título de “simultaneamente santa e pecadora”. Chega mesmo a designá–la como “a casta meretriz”. O sentido autêntico desta designação iremos expor ao final do texto.

Nos que concerne à Igreja, é necessário distinguir entre a pessoa e o pessoal da Igreja. Pessoa da Igreja é o elemento estável e santo que ela contém como Esposa de Cristo “sem mancha nem ruga” (Ef 5, 25 – 27). Como Corpo de Cristo, vivificado pela indefectível presença de Cristo, a Igreja conserva uma santidade imperecível de Cristo. Ela é a mãe de filhos, que são o seu pessoal. Estes são pecadores, de modo que introduzem o pecado na Igreja, que os carrega procurando dar–lhes o remédio necessário. Observe–se bem que o Papa João Paulo II, ao pedir perdão, nunca o pediu para a Igreja, mas sempre para os filhos ou o pessoal da Igreja.

A expressão “casta meretriz” é imprópria, porque consta de um substantivo sinistro e de um adjetivo alvissareiro; a Igreja seria substancialmente pecadora e acidentalmente ou ocasionalmente santa-o que é falso, ela é substantivamente santa e acidentalmente portadora do pecado de seus filhos.

Jacques Maritain, como já dissemos, distingue na Igreja a pessoa e o pessoal. A pessoa é o sujeito-Igreja unida a Cristo como Corpo Místico ou Esposa indefectível; o pessoal são os membros da Igreja, sujeitos à fragilidade humana.

O pensamento é assim desenvolvido, com outras palavras, por Maritain:


"Os católicos não são o Catolicismo. As faltas, as lerdezas. as carências e as sonolências do católico não comprometem o Catolicismo... A melhor apologética não consiste em justificar os católicos quando erram, mas, ao contrário, em caracterizar esses erros e dizer que não afetam a substância do Catolicismo e só contribuem para melhor trazer à tona a força de uma religião sempre viva apesar deles... Não nos considereis a nós, pecadores. Vede, antes, como a Igreja sana as nossas chagas e nos leva trôpegos para a vida eterna... A grande glória da Igreja é ser Santa com membros pecadores?" (Religton et Culture. Paris 1930, p. 60 ou Jacques Maritain, A Igreja de Cristo. A Pessoa da Igreja e seu Pessoal. Ed. Agir. Rio de Janeiro, 1972.).

Santa Catarina de Sena também o diz: “Por causa dos maus pastores, maus são os súditos. Minha Igreja está repleta de espinheiros, que são vícios. Em si mesma ela não é pecadora, já que a força dos sacramentos não é lesada." (Santa Catarina de Sena, O Diálogo, ed. Paulus, p.257)

O SENTIDO AUTÊNTICO DO TERMO CASTA MERETRIX
USADO POR SANTO AMBRÓSIO
(texto disponível acima)

O Cardeal Biffi, num retiro que pregou ao Santo Padre, afirmou que "a Igreja é imaculada formada por maculados". A expressão "Imaculata ex maculatis" está, com efeito, em uma passagem do Comentário de Santo Ambrósio ao Evangelho de Lucas. A expressão significa que a "Igreja é santa, sem mancha, mesmo sendo formada por homens todos eles manchados pelo pecado".

À questão da santidade da Igreja, o Cardeal Biffi dedicou um luminoso livreto com o título "Casta Meretrix: tratado sobre a eclesiologia de Santo Ambrósio", editado em 1996.

Aplicada à Igreja, a expressão "casta meretrix", casta meretriz, tornou-se um lugar comum do catolicismo progressista. É sistematicamente citada – atribuindo-se-la aos Padres da Igreja no seu conjunto – para sustentar a tese que a Igreja é santa "mas também pecadora".

O Cardeal Biffi desmancha esta tese, primeiramente mostrando que a expressão ocorre somente uma vez e em um só Padre da Igreja, que é exatamente Santo Ambrósio.

Mas, sobretudo, mostra que o sentido com o qual Santo Ambrósio usa a expressão é o oposto daquilo que pensam os seus desenvoltos repetidores. O adjetivo "casta" significa "a adesão da Igreja sem titubeios e sem incoerências a Cristo seu esposo", enquanto o substantivo "meretriz" significa "a vontade da Igreja de dar-se a todos para levar a todos a salvação".

Santo Ambrósio escreve, com efeito – tomando como figura tipológica a prostituta Raab que em Jericó ajudou aos israelitas –, que a Igreja é "meretriz casta, porque muitos amantes a freqüentam pelos atrativos do amor, mas sem a contaminarem de culpa" (Comentário a Lucas, III,23).


É errado, portanto, afirmar sem mais que a Igreja é santa e pecadora. Isso não passaria de uma transposição para a eclesiologia do erro de Lutero, segundo o qual o justificado é, ao mesmo tempo, santo e pecador... A Igreja é somente santa, indefectivelmente santa, pois que transfigurada e sustentada pela santidade de Cristo, como Templo do Santo Espírito. No entanto, é formada por pecadores. Então, somente é admissível afirmar que ela é santa e pecadora neste sentido bem preciso: santa formada por pecadores.


Fé, História, Filosofia e Literatura

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