EIS QUE A VIRGEM CONCEBERÁ




"Eis que a Virgem conceberá"
(tradução correta)

x

"Eis que a jovem mulher(moça) conceberá"
(Tradução corrompida pelos judeus, denunciada já no século II pelos Padres da Igreja, infelizmente incorporada em muitas traduções de Bíblias católicas)



“Foi, portanto, Deus que se fez homem, o próprio Senhor que nos salvou, ele próprio nos deu o sinal da Virgem. Por isso não é verdadeira a interpretação de alguns que ousam traduzir assim a Escritura: “Eis que uma moça conceberá e dará à luz um filho”...foi traduzida para o grego pelos próprios judeus muito tempo antes da vinda de nosso Senhor, para que não fique nenhuma suspeita de que traduziram assim para nos agradar.” (Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro III, 21,1)

Os que mudam o texto de Isaías “eis que uma moça conceberá em seu seio” para dizer que é filho de José, que mudem também o texto da promessa feita a Davi, a quem Deus prometeu suscitar, do fruto de seu seio, um poder, isto é, o reino de Cristo. Mas não entenderam, do contrário teriam mudado este. ...e com as palavras: “o próprio Senhor vos dará um sinal” sublinha o caráter inesperado de sua geração...O que haveria de especial e como poderia ser sinal o fato de moça conceber de homem e dar à luz? É coisa comum a todas as mulheres que se tornam mães. Mas como o inesperado era a salvação que se devia realizar para os homens, pelo socorro de Deus, inesperado também devia ser uma Virgem dar à luz filho, como sinal de Deus e não por obra de homem.” (Ireneu de Lião, Contra as heresias, Livro III, 21,5; 21,6)

E se um judeu pretende debater a respeito da expressão e julga que a leitura não é: “Eis que a Virgem...”, mas “eis que a jovem mulher...”, eu lhe responderei: o termo almah que os setenta (LXX) traduziram por “a virgem”, e outros por “a jovem mulher”, encontra-se também no Deuteronômio, e a propósito de uma virgem (Dt 22,23-26)” (Orígenes, Contra Celso, Livro I, 34)

“Mas que sinal haveria se era uma jovem mulher não virgem a dar à luz?” (Orígenes, Contra Celso, Livro I, 35)


Fé, História, Filosofia e Literatura

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