A REDENÇÃO


JESUS CRISTO, O ÚNICO REDENTOR



“Ora, o caminho para o homem chegar à beatitude é o mistério da Encarnação e Paixão de Cristo;...daí que os homens de todos os tempos tiveram de crer, de alguma maneira, no mistério da Encarnação.” (S. Tomás, Suma Teológica, II,II, 2,7c.)



“Ainda que, segundo os insondáveis desígnios da Sabedoria divina, o Verbo se tenha feito carne somente nestes últimos tempos, as primeiras gerações não ficaram privadas do benefício da sua Encarnação. Dela se beneficiaram todas as idades. Toda a antiguidade que reconheceu e adorou o Verdadeiro Deus, todos os santos que no primeiro tempo do mundo se distinguiram pela sua fé, os patriarcas, os profetas e todos os justos, não foram justificados e salvos senão em virtude da Redenção de Nosso Senhor Jesus Cristo. Todos eles esperavam, apoiados nos oráculos dos profetas e nas figuras que O anunciavam, o grande acontecimento que mudou a face da terra.” (S. Leão Magno. Sermão 52; I de passione.)

“deve-se dizer que a muitos dos gentios foi feita a revelação de Cristo, como fica claro por aquilo que predisseram. Jó diz: ‘Sei que o meu Redentor vive.” Também a Sibila prenunciou algumas coisas sobre Cristo, como diz Agostinho. Entretanto, se alguns foram salvos sem receber a revelação, não foram sem a fé no Mediador. Porque ainda que não tivessem fé explicita, tiveram, porém, fé implícita na providência divina, crendo que Deus é o libertador dos homens da maneira que lhe apraz e segundo o que Ele mesmo revelou a alguns que conheceram a verdade, conforme as palavras de Jó: Ele nos instruiu mais que aos animais da terra.” (S.Tomás de Aquino, Suma Teológica, II, II, q2, artigo 7 ad 3, pág. 86)


“Não sem fundamento, podemos crer que, fora do Povo Israelita, existiram homens a quem o mistério de Cristo foi revelado e que O predisseram, seja porque participavam da mesma graça, seja porque, não participando dessa graça, foram instruídos pelos anjos maus.” (S. AGOSTINHO. A Cidade de Deus, 18, 47)

“Abraão e muitos filósofos, sem terem conhecimento da Encarnação de Cristo, desejaram ver o seu dia e alegraram-se.” (S. AGOSTINHO. Do Pecado Original, 32)


Fé, História, Filosofia e Literatura

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