SOBRE A CÓLERA: NÃO SE IRRITA CONTRA O IRMÃO QUEM SE IRRITA CONTRA O PECADO DO IRMÃO




"Só aquele que se enraivece sem motivo se torna culpado; quem se enraivecer por um motivo justo não tem culpa alguma. Pois, se faltasse a ira, a ciência de Deus não progrediria, os julgamentos não teriam consistência e os crimes não seriam reprimidos. Mais ainda: aquele que não se encoleriza quando a razão o exige, comete um pecado grave, pois a paciência não regulada pela razão propaga os vícios, favorece as negligências e leva ao mal não somente os maus, mas sobretudo os bons" (S. João Crisóstomo, Hom. XI, in Math.)



"Bem pode haver ira sem haver pecado: 'Irascimini, et nolite pecare'. E, às vezes, poderá haver pecado, se não houver ira, porquanto a paciência e silêncio fomentam a negligência dos maus, e tentam a perseverança dos bons. 'Qui cum causa non irascitur, peccat (diz um Padre); patientia enin irrationabilis vitia seminat, negligentiam nutrit, et non solum malos, sed etiam bonos invitat ad malum (Joan. Hierosolimit. Hom. XI in Math.).

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"También debemos fijarnos en lo que significa enfurecerse con su hermano, puesto que no se enfurece con su hermano aquel que se enfurece por la culpa de su hermano. El que se enfurece con su hermano y no con su pecado, se enfurece sin causa". (San Agustín, In libro retractationum, 1, 19)


"Nadie que tenga su juicio cabal, podrá decir que se enfurece aquel que se incomoda con su hermano para que se corrija. Estos movimientos, que provienen del amor del bien y de la santa caridad, no pueden llamarse vicios, puesto que están en armonía con la recta razón". (San Agustín, de civitate Dei, 14, 9)


"Yo creo que Jesucristo no habla aquí de la ira carnal, sino de la ira espiritual. La carne no puede obedecer sin conturbarse. Cuando el hombre se enfurece y no quiere hacer aquello que la ira le impulsa, su carne se enfurece, pero su alma queda en paz". (Pseudo-Crisóstomo, opus imperfectum in Matthaeum, hom. 11)


http://hjg.com.ar/catena/c55.html



"Nem o irar-se nestes termos é contra a mansidão, porque esta virtude compreende dois atos: um é reprimir a ira, quando é desordenada; outro, excitá-la, quando convém. A ira se compara ao cão, que ao ladrão ladra, ao senhor festeja, ao hóspede nem festeja nem ladra, e sempre faz o seu ofício. E assim, quem se agasta nas ocasiões e contra as pessoas que convém agastar-se, bem pode com tudo isso ser verdadeiramente manso". (Padre Manuel Bernardes, Luz e calor, parte I, n. XVIII)


Fé, História, Filosofia e Literatura

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