OS POSSESSOS


TODA MENTALIDADE REVOLUCIONÁRIA ESTÁ SOB INSPIRAÇÃO SATÂNICA


PROUDHON, socialista

"Venha, Satã, tu que és caluniado pelos sacerdotes e reis, para que eu possa te beijar e te apertar contra o meu peito" (JEFFREY BURTON RUSSEL, El príncipe de las tinieblas: el poder del mal y del bien en la historia, Editora Andres Bello, 1996, p. 287)

"Ajuda-me, Lúcifer, Satanás, seja você quem for" (PIERRE-JOSEPH PROUDHON, General Idea of the Revolution in the Nineteenth Century, Editora Cosimo, Inc., 2007, p.251)

MIKAHIL BAKUNIN, anarquista

"Satã é o primeiro livre-pensador e salvador do mundo. Ele liberta Adão, imprimindo o selo de humanidade e liberdade em sua fronte, quando o torna desobediente." (Deus e o Estado, citações dos Anarquistas, editado por Paul Berman, Praeger Publishers, N. York, 1972)

KARL MARX, socialista

Marx reescreveu dois de seus poemas e terminou por publicá-los, em 1841. Num deles escreveu:

"Deus nem conhece nem honra a Arte, ela se eleva dos vapores do Inferno; ela enlouquece o cérebro e altera o coração. É o demônio que marca o tempo para mim, e é a Marcha da Morte a música que tenho de tocar." (Cf. EDMUND WILSON, RUMO A ESTAÇAO FINLANDIA: ESCRITORES E ATORES DA HISTORIA, Editora Companhia das Letras, 2003, p.128)

"Durante toda a vida de Karl Marx, a figura de Lúcifer estaria por trás de Prometeu: o lado reverso e malévolo do rebelde benfeitor do homem. Num poema satírico de Engels e Edgar Bauer, escrito mais ou menos nessa época, Marx é caracterizado como o "sujeito negro de Trier" um monstro selvagem e musculoso que ataca suas presas não rastejando até elas, e sim saltando sobre; que estica os braços em direção aos céus como se quisesse derrubar esse dossel, que cerra o punho e urra como se mil demônios o agarrassem pelos cabelos. Já velho, na intimidade Marx seria conhecido como "Old Nick" [Satanás]. Seu filho, quando pequeno, o chamava de "diabo". É bem verdade que o demônio, tanto quanto o rebelde, era uma das máscaras convencionais do romântico; mas há algo mais que um desafio romântico nessa identificação com o demônio." (Cf. EDMUND WILSON, RUMO A ESTAÇAO FINLANDIA: ESCRITORES E ATORES DA HISTORIA, Editora Companhia das Letras, 2003, p.128)


Escreveu o jovem Marx, “. . .Somos os imitadores de um Deus insensível”. (Paul Johnson, Os intelectuais, Cap. 3: Karl Marx: 'Gritando maldições colossais")
Ele próprio, representando Deus diz: "Gritarei maldições colossais à humanidade", e sob a superfície de grande parte de seus poemas está a idéia de uma crise mundial generalizada que aumenta.” (Idem, op. cit)

Gostava de citar o verso de Mefistófeles, do Fausto de Goethe: "Tudo o que existe merece perecer"; utilizou-o, por exemplo, em seu pequeno tratado contra Napoleão III, O 18 brumário. (Idem, op.cit)

LÊNIN

“A infância, entretanto, foi passageira e logo Lênin tornou-se um ‘revolucionário’. É interessante e importante notar-se que, do mesmo modo que Marx e Engels, seu ateísmo foi o primeiro passo dado em direção ao comunismo. Com dezesseis anos, como ele próprio disse, deixou de acreditar em Deus. Diz-se que retirou a cruz que levava no pescoço, lançou a sagrada relíquia ao chão e pisoteou-a.” (J.E. Hoover, Mestres do embuste, Editora Itatiaia, 1963, p.30)

CHE GUEVARA

“Não sou Cristo nem um filantropo; sou todo o contrário de um Cristo. Luto pelas coisas nas quais acredito com todas as armas de que disponho e trato de deixar morto o outro, para que não me preguem em nenhuma cruz ou em nenhuma outra coisa”. (Carta à sua mãe, 15 de julho de 1956 in Pedro Corzo, Cuba: perfiles del poder, Edição ilustrada, Editora BPR Publishers, 2007)


Fé, História, Filosofia e Literatura

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